A Ruína

A ruína não tinha paredes e teto
Sequer um umbral ainda mantinha
Somente o chão forrado de vinha
Delimitava seu desenho discreto

Lembro-me muito bem de quando
Passava todas as noites em claro
Sob as sombras do meu desamparo
Nesta casa perdida sonhanhando

Tornou-se aos poucos sem vida
No qual eu perdi muitos dias
Em promessas de amor vazias
Tal qual paixão interrompida

E está ruína não é outra senão
Meu ensimesmado frio coração

Comments

Yuko Ingber disse:

Gostei este site. o material é bastante digno. Irei regressar repetidamente.

Deixe uma resposta