<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ofício Literário</title>
	<atom:link href="http://oficioliterario.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://oficioliterario.com.br</link>
	<description>Um projeto de desenvolvimento literário pessoal.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 05 Feb 2012 18:48:08 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
		<item>
		<title>yWriter</title>
		<link>http://oficioliterario.com.br/2012/02/05/ywriter/</link>
		<comments>http://oficioliterario.com.br/2012/02/05/ywriter/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 11:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Felipe Brandão Jatobá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Software]]></category>
		<category><![CDATA[download]]></category>
		<category><![CDATA[escrita]]></category>
		<category><![CDATA[facilitar]]></category>
		<category><![CDATA[ferramenta]]></category>
		<category><![CDATA[free]]></category>
		<category><![CDATA[gratis]]></category>
		<category><![CDATA[programa]]></category>
		<category><![CDATA[software]]></category>
		<category><![CDATA[ywriter]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://oficioliterario.com.br/?p=636</guid>
		<description><![CDATA[O yWriter é um editor de texto um tanto peculiar, especialmente desenhado para escritores que trabalham com o computador. Este programa lhe permite trabalhar com suas novelas como se fossem projetos. Você poderá administrar cada romance como um projeto independente, dividindo-os em arquivos (capítulos) e permitindo além disso gerar resumos, analisar o uso de palavras, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.spacejock.com/yWriter5.html"><img class="size-full wp-image-637 aligncenter" title="Baixe aqui o yWriter5!" src="http://oficioliterario.com.br/wp-content/uploads/2012/01/snipyWriter5.png" alt="" width="351" height="97" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O yWriter é um editor de texto um tanto peculiar, especialmente desenhado para escritores que trabalham com o computador. Este programa lhe permite trabalhar com suas novelas como se fossem projetos. Você poderá administrar cada romance como um projeto independente, dividindo-os em arquivos (capítulos) e permitindo além disso gerar resumos, analisar o uso de palavras, visualizar o storyboard da novela, modificar a ordem das palavras, criar cópias de segurança da novela, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Este editor de textos é muito interessante, pois é focado especificamente para escritores, com funcionalidades úteis para a escrita de livros. O objetivo é a  funcionalidade, por isso os textos são salvos com poucas formatações, mas com várias informações agregadas permitindo uma análise mais profunda e um controle mais preciso no desenvolvimento de romances. Além disto, é um software completamente grátis!</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-641" title="yW1" src="http://oficioliterario.com.br/wp-content/uploads/2012/02/yW1.jpg" alt="" width="840" height="499" /></p>
<p style="text-align: justify;">Algumas funções do yWriter:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Organiza seu romance usando um Projeto</li>
<li>Adiciona capítulos ao projeto</li>
<li>Adiciona cenas, personagens, itens e locais</li>
<li>Mostra a contagem de palavras para cada arquivo num projeto, além do número total</li>
<li>Salva um arquivo-diário, mostrando o total de palavras escritas no dia</li>
<li>Salva automaticamente em intervalos programados</li>
<li>Permite múltiplas cenas num mesmo capítulo</li>
<li>Permite adicionar o ponto de vista, objetivo, conflito e resultados de cada cena, facilitando controle das cenas</li>
<li>Possui a Visão Storyboard, uma funcionalidade que permite visualizar o desenvolvimento do projeto</li>
<li>Numeração de capítulos automática</li>
<li>E muito mais!</li>
</ul>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://oficioliterario.com.br/wp-content/uploads/2012/02/yW2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-642" title="yW2" src="http://oficioliterario.com.br/wp-content/uploads/2012/02/yW2.jpg" alt="" width="840" height="499" /></a></div>
<div style="text-align: justify;">O yWriter possui algumas desvantagens, como o foco em peças literárias grandes (romances e novelas), não sendo tão útil na escrita de contos e poesia. Além disso, não é possível formatar um livro para publicação nele, logo o escritor dependerá de outro programa para realizar a formatação mais elaborada.</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: justify;">No entanto, vale apena baixar e testar este programa que está atualmente em sua quinta versão e continua gratuito, leve e fácil de usar.</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://www.spacejock.com/yWriter5.html">Página de DOWNLOAD</a></div>
<div id="crp_related"><h3>Leia também:</h3><ul><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2007/12/02/tecnicas-literarias-simbolismo/" rel="bookmark" class="crp_title">Técnicas Literárias: Simbolismo</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2012/01/30/comecando-a-escrever-tres-erros-comuns/" rel="bookmark" class="crp_title">Começando a escrever: Três erros comuns</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/02/01/poesia-insano/" rel="bookmark" class="crp_title">Insano</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/05/24/livro-arte-da-ficcao/" rel="bookmark" class="crp_title">Livro &#8211; A Arte da Ficção de John Gardner</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2007/12/16/matematico/" rel="bookmark" class="crp_title">Matemático</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://oficioliterario.com.br/2012/02/05/ywriter/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Começando a escrever: Três erros comuns</title>
		<link>http://oficioliterario.com.br/2012/01/30/comecando-a-escrever-tres-erros-comuns/</link>
		<comments>http://oficioliterario.com.br/2012/01/30/comecando-a-escrever-tres-erros-comuns/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 11:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Felipe Brandão Jatobá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Prática]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa]]></category>
		<category><![CDATA[começar]]></category>
		<category><![CDATA[como]]></category>
		<category><![CDATA[comum]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[erro]]></category>
		<category><![CDATA[escrita]]></category>
		<category><![CDATA[escritor]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://oficioliterario.com.br/?p=611</guid>
		<description><![CDATA[Um dos objetos mais aterrorizantes para um escritor iniciante é a folha em branco. Começar a escrever uma história é uma das fases mais difícil para aqueles que iniciam sua carreira literária. Os motivos variam de escritor para escritor, mas geralmente se resumem a uma série de comportamentos comuns aos iniciantes. Tais comportamentos “travam” o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/blank-paper.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-614" title="blank paper" src="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/blank-paper.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">Um dos objetos mais aterrorizantes para um escritor iniciante é a folha em branco. Começar a escrever uma história é uma das fases mais difícil para aqueles que iniciam sua carreira literária.</p>
<p style="text-align: justify;">Os motivos variam de escritor para escritor, mas geralmente se resumem a uma série de comportamentos comuns aos iniciantes. Tais comportamentos “travam” o fluxo da escrita e têm uma presença mais marcante nos escritores autodidatas, isto é, naqueles que começam a escrever sem a orientação de um escritor mais experiente.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje iremos analisar os comportamentos que perturbam nossa escrita antes mesmo de começarmos a colocar as palavras no papel.<span id="more-611"></span></p>
<p><a href="http://oficioliterario.com.br/wp-content/uploads/2012/01/512px-Choices_choices..._-_geograph.org_.uk_-_465212.jpg"><img class="size-medium wp-image-617 aligncenter" title="512px-Choices,_choices..._-_geograph.org.uk_-_465212" src="http://oficioliterario.com.br/wp-content/uploads/2012/01/512px-Choices_choices..._-_geograph.org_.uk_-_465212-300x300.jpg" alt="Escolhas" width="300" height="300" /></a></p>
<h2 style="text-align: justify;">Um mundo de possibilidades</h2>
<p style="text-align: justify;">O papel em branco é a sopa primordial literária, os segundos anteriores ao big-bang de um universo ficcional. Não há personagens, nem tempo, nem cenário, nem narrador e, mesmo que algumas ideias mais ou menos definidas já estejam flutuando em nossas mentes, não há história: um verdadeiro “não ser” literário.</p>
<p style="text-align: justify;">Justamente por não existir, a história a ser criada pode ser qualquer uma. Ela pode ter infinitos começos diferentes, tomar infinitos rumos e serem concluídas de infinitas maneiras. Diante deste mundo de possibilidades, o jovem escritor encontra-se desnorteado. Sua escrita não flui porque ele não sabe o que escrever.</p>
<p style="text-align: justify;">A literatura, como qualquer outra forma de arte, é uma forma de comunicação. Toda a obra artística emerge de um mesmo embrião: a mensagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo artista, em sua essência, é um ser humano buscando expressar algo para outro ser humano. Os diversos tipos de arte diferem, assim, quanto ao método utilizado para se realiza este ato, mas estes são, primordialmente, fruto do mesmo impulso criativo. É sobre esse núcleo semiótico que o artista edifica todos os outros substratos de sua obra.</p>
<p style="text-align: justify;">Ayn Rand, em seu A Arte da Ficção lecionava que “o propósito de toda arte é a objetificação de valores. O motivo fundamental de um escritor – e, por implicação, do ato da escrita, esteja ele consciente ou não – é objetificar seus valores, suas opiniões sobre o que é importante na vida”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em si, a mensagem é determinada pelo artista: um sentimento, uma ideia, uma proposta experimental, uma forma, um paradigma. Qualquer que seja a mensagem, a criação artística é meio através do qual os artistas difundem-na.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro vício do escritor iniciante é não determinar a mensagem a ser transmitida, isto é, escrever por escrever. Não que experimentar com a palavra não seja interessante (e necessário, de tempos em tempos), mas sem uma motivação que a justifique, sem um objetivo, a obra literária não possuirá fundamento e será trabalhosa de ser realizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Para evitar este comportamento, o escritor deve, ao idealizar uma peça, realizá-la com um objetivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seu ensaio, <a title="Notas sobre a escrita de Ficção Sobrenatural por H.P. Lovecraft" href="http://oficioliterario.com.br/2008/05/03/notas-sobre-a-escrita-de-ficcao-fantastica-por-hp-lovecraft/" target="_blank">Notas sobre a escrita de Ficção Sobrenatural</a>, o escritor H.P. Lovercraft, um dos mestres da literatura fantástica e de terror afirmou que</p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;"><em> “Cada um dos meus contos têm um enredo diferente. Uma vez ou outra, eu transcrevi literalmente um sonho, mas normalmente começo com um estado de espírito ou uma idéia ou imagem a qual eu desejo expressar, e a rumino na minha mente até encontrar um bom modo de incorporá-lo dentro de uma seqüencia dramática capaz de ser escrita em termos concretos”.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/anthropophobia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-613" title="Anthropophobia" src="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/anthropophobia.jpg" alt="" width="318" height="285" /></a></p>
<h2 style="text-align: justify;">Medo</h2>
<p style="text-align: justify;">Existem muitos medos que espreitam na mente dos escritores. Talvez as origens mais comuns deste medos são as críticas e o orgulho demasiado.</p>
<p style="text-align: justify;">Este último remete ao receio que alguns escritores iniciantes têm de verem suas obras serem meras cópias de obras mais famosas ou tradicionais. Demonstra-se às vezes como um verdadeiro desejo do artista de realiza uma obra prima a cada trabalho realizado, e como tal indubitavelmente diferente (e melhor!) de qualquer outra obra já criada. Outras vezes mostra-se como temor de rejeição, pois o escritor pensa que, repetindo clichês, não chamará a atenção do público e das editoras.</p>
<p style="text-align: justify;">Este medo é perigoso na medida em que cega o escritor iniciante para a sua própria inexperiência, inexoravelmente o prendendo a esta condição. A prática da escrita inicia-se como qualquer prática técnica: repetindo-se as convênções vigentes. Jovens advogados escrevem petições levando em conta modelo dos mais antigos; arquitetos começam com projetos simples ou até mesmo parte de projetos maiores; pintores estudam e praticam técnicas que remetem ao Renascimento. Repetir o básico permite criar os fundamentos necessários para o escritor criar seu estilo.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o medo de críticas, muito comum nas pessoas tímidas, muitas vezes resume-se ao temor não ser reconhecido pela comunidade. Para o ser humano, ser social por excelência, é um fator muito importante ser aceito e não ser reconhecido em seu meio é uma situação indesejada. Este temor não é de todo irracional, mas é irrelevante no momento da criação literária. Se cada obra é fruto da visão única do artista sobre o mundo, o mais importante no processo de criação é a mensagem que o autor quer passar e como ela será transmitida.</p>
<p style="text-align: justify;">Escrever sob o medo do que os outros vão dizer é limitar a escrita e limitar a si mesmo e sempre se deixar levar pelas opiniões alheias é negar a si próprio. Isto, porém, não pode ser levado ao extremo, negando-se qualquer diálogo entre autor e leitor, o que acarreta em subdesenvolvimento das capacidades do escritor.</p>
<p style="text-align: justify;">Em suma, críticas são parte importante na arte, e têm um papel muito bem definido em relação à criação artística; devem ser sempre, portanto, levadas em conta quando aperfeiçoam o processo criativo, e não quando o limitam.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Perfeccionismo</h2>
<p style="text-align: justify;">Longe de ser plenamente um vício, o perfeccionismo, pelo menos na fase inicial da escrita, é uma das piores atitudes que um escritor iniciante pode tomar. Isto porque, no momento em que as ideias estão borbulhando na mente, parar para corrigir a ortografia ou a concordância verbal pode interromper completamente o processo de criação. A mente deixa de lado o mais importante para se preocupar com minúcias do idioma.</p>
<p style="text-align: justify;">O escritor iniciante deve ter em mente que o texto não precisa ficar pronto na primeira tentativa. Ele pode ser trabalhado, melhorado: muitos termos podem ser cortados; parágrafos inteiros reescritos para atender aos objetivos da obra. É para isso que serve a revisão.</p>
<p style="text-align: justify;">Ser escritor é ser um artesão de textos. Com o tempo e experiência, o processo se torna mais natural e cada vez mais rápido o texto é escrito.</p>
<p style="text-align: justify;">Evitando estes três comportamentos, os que agora se iniciam na escrita tornam-se mais produtivos e eficientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos resumir as recomendações aqui apresentadas em três tópicos:</p>
<p style="text-align: justify;">1 – Tenha um objetivo claro, uma mensagem a ser transmitida. Sem isso a obra fica vazia.</p>
<p style="text-align: justify;">2 – Não tenha medo dos outros. O medo paralisa, e escritor paralisado não produz.</p>
<p style="text-align: justify;">3 – Não se preocupe com detalhes no início. Escreva, pratique, revise.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<div id="crp_related"><h3>Leia também:</h3><ul><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2012/02/05/ywriter/" rel="bookmark" class="crp_title">yWriter</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/05/24/livro-arte-da-ficcao/" rel="bookmark" class="crp_title">Livro &#8211; A Arte da Ficção de John Gardner</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2007/12/09/estrutura-de-um-soneto/" rel="bookmark" class="crp_title">Estrutura de um Soneto</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2007/12/02/tecnicas-literarias-simbolismo/" rel="bookmark" class="crp_title">Técnicas Literárias: Simbolismo</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2009/01/05/elemento-literario-poesia-a-pausa/" rel="bookmark" class="crp_title">A Pausa na Poesia</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://oficioliterario.com.br/2012/01/30/comecando-a-escrever-tres-erros-comuns/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Autopublicação &#8211; Parte 1</title>
		<link>http://oficioliterario.com.br/2012/01/16/autopublicacao-parte-1/</link>
		<comments>http://oficioliterario.com.br/2012/01/16/autopublicacao-parte-1/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 02:54:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Felipe Brandão Jatobá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Generalidades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://oficioliterario.com.br/?p=602</guid>
		<description><![CDATA[A autopublicação é uma alternativa para escritores, novos ou não, lançarem um livro sem a intervenção direta de uma editora. Há uma série de vantagens para o autor, que evita o pente-fino realizado pelo mercado editorial, detém plena liberdade criativa sobre o material publicado e recebe um retorno integral do preço do livro. Porém, significa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><a href="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/le_colporteur.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-625" title="le_colporteur" src="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/le_colporteur.jpg?w=253" alt="" width="253" height="300" /></a></h2>
<p>A autopublicação é uma alternativa para escritores, novos ou não, lançarem um livro sem a intervenção direta de uma editora. Há uma série de vantagens para o autor, que evita o pente-fino realizado pelo mercado editorial, detém plena liberdade criativa sobre o material publicado e recebe um retorno integral do preço do livro.</p>
<p>Porém, significa também que o autor suportará todos os custos envolvidos na produção, divulgação, distribuição e venda de sua obra, bem como sofrerá as incertezas do mercado.<span id="more-602"></span></p>
<h2>O perfil do autor-editor</h2>
<p>Qualquer pessoa pode editar e publicar seus próprios livros. A liberdade editorial vem com o peso dos custos associados à publicação de um livro.</p>
<p>A autopublicação é atraente principalmente para dois tipos de autores: o independente e o apaixonado. O primeiro é aquele que, apesar de sua bagagem literária, tem sua entrada barrada pelo mercado editorial. Para este tipo de autor, a autopublicação é o único meio de escapar da burocracia e controle das editoras.</p>
<p>Já o autor apaixonado escreve por que ama a escrita e adora a ideia de ver um livro com seu nome na capa. Para este autor, não importam os lucros, mas que sua obra seja imortalizada em papel.</p>
<h2>O que se precisa para publicar um livro?</h2>
<p>Para se publicar um livro, precisam-se realizar quatro etapas essenciais.</p>
<div id="attachment_624" class="wp-caption aligncenter" style="width: 206px"><a href="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/images.jpg"><img class="size-full wp-image-624" title="images" src="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/images.jpg" alt="" width="196" height="257" /></a><p class="wp-caption-text">Escrever é apenas o primeiro passo...</p></div>
<p>A primeira delas é logicamente a escrita de todo o conteúdo de um livro. É talvez a etapa mais demorada, pois corresponde a criação artística ou científica em si. O autor deve ter em mente a que público sua obra se destina, adequando seu conteúdo (linguagem, tamanho do texto, etc.) ao perfil de seu público para poder cativá-lo, pois só assim conseguirá vender seus livros.</p>
<div id="attachment_622" class="wp-caption aligncenter" style="width: 285px"><a href="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/images-1.jpg"><img class="size-full wp-image-622" title="images (1)" src="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/images-1.jpg" alt="" width="275" height="183" /></a><p class="wp-caption-text">Revisar é preciso</p></div>
<p>A próxima etapa é a edição do material. Esta etapa corresponde à revisão ortográfica, verificação da qualidade da obra, escolha do título, definição da arte da capa e fonte do texto, ou seja, a execução de todos os elementos formais do livro. É uma etapa bastante técnica e muito importante, que pode ser difícil àqueles que não estão familiarizados com o processo de design.</p>
<p><a href="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/300px-ean-13-isbn-13-svg.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-620" title="300px-EAN-13-ISBN-13.svg" src="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/300px-ean-13-isbn-13-svg.png" alt="" width="300" height="191" /></a></p>
<p>Com o livro pronto, o autor-editor deve buscar resguardar seus direito autorais sobre a obra, bem como proceder com a aquisição de um registro internacional para sua obra (o ISBN). Esta etapa não é obrigatória, mas é altamente recomendada para evitar problemas futuros.</p>
<p>O registro autoral é realizado na Biblioteca Nacional (<a href="http://www.bn.br/">http://www.bn.br/</a>), enquanto a aquisição de um número ISBN é realizada junto à Agência Brasileira do ISBN (<a href="http://www.isbn.bn.br/">http://www.isbn.bn.br/</a>). Ambos são serviços pagos.</p>
<p>O ISBN significa <em>International Standard Book Number</em> (Númeração padrão internacional de livros), e é um sistema internacional padronizado que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país, a editora, individualizando-os inclusive por edição. Sua importância é devido ao fato de que livrarias, bibliotecas e feiras de livros exigirem que a obra possua uma numeração padronizada. O ISBN também facilita a divulgação e distribuição da obra.</p>
<p>Já o Registro Autoral na Biblioteca Nacional resguarda alguns de seus direitos como autor. A consequência mais importante do registro é que pode servir como prova de anterioridade em relação à obra idêntica publicada por terceiros sem autorização.</p>
<div id="attachment_621" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/digital-printing.jpg"><img class="size-medium wp-image-621" title="digital-printing" src="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/digital-printing.jpg?w=300" alt="" width="300" height="209" /></a><p class="wp-caption-text">Procure entre as gráficas de sua cidade a melhor razão CUSTO/QUALIDADE</p></div>
<p>Realizada a edição e o registro, a próxima etapa é a impressão. Esta é a etapa mais cara, na qual o autor deverá pesquisar uma gráfica ou editora que realize a impressão com o melhor custo benefício. Nesta etapa o autor deverá definir quanto pretende gastar, o número de exemplares por tiragem, tipo de papel e capa, bem como calcular os custos envolvidos com a impressão.</p>
<p>Com todos os valores calculados, o autor-editor poderá definir o preço do exemplar, que corresponderá ao custo de impressão por exemplar somada à margem de lucro pretendida.</p>
<p>Se cada exemplar custou, digamos, R$ 6,00 (seis reais), o valor do exemplar do livro será de R$ 15,00 (quinze reais) se o autor pretender lucrar R$ 9,00 (nove reais) por exemplar. Isto corresponde a uma margem de lucro de 200% sobre os custos de impressão.</p>
<p>O autor, no momento de definição da margem de lucro, deve ter em mente também os custos adicionais à edição de um livro como a contratação de assistência profissional nas áreas técnicas como diagramação, revisão e design de capa, bem como custos com armazenagem e envio de exemplares.</p>
<h2>Assistência no processo editorial</h2>
<p>Nem todos os autores-editores estão aptos a editar e publicar uma obra literária inteiramente sozinhos. Em cada etapa para da criação da obra final, diversos profissionais podem intervir para auxiliar o autor a alcançar a melhor qualidade de suas obras. Tais intervenções são geralmente pagas, mas adicionam muito para o produto final.</p>
<div id="attachment_623" class="wp-caption aligncenter" style="width: 285px"><a href="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/images-2.jpg"><img class="size-full wp-image-623" title="images (2)" src="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/images-2.jpg" alt="" width="275" height="183" /></a><p class="wp-caption-text">Respeite os profissionais que te ajudarão a chegar lá!</p></div>
<p>Entre os serviços profissionais de interesse do autor-editor podemos citar:</p>
<ul>
<li>Revisão de texto – talvez o serviço mais necessário, pois por maior que seja o domínio do autor da língua portuguesa, a revisão de textos próprios se mostra dificílima.</li>
<li>Diagramação de texto – o diagramador irá formatar o texto para torná-lo de fácil leitura. É um serviço que tornar o texto mais atraente ao leitor.</li>
<li>Design de capa – não se deve julgar um livro pela capa, mas esta é fundamental para atrair a atenção do leitor.</li>
<li>Pesquisa de mercado – em qual época devo lançar o livro? O assunto escrito é de interesse do meu público alvo? Em quais regiões da cidade, estado ou país tal matéria atrai mais a atenção dos leitores? Tais perguntas serão respondidas com uma pesquisa de mercado.</li>
<li>Marketing de vendas – assistência na hora de definir um plano de vendas, divulgar sua obra e contatar livrarias.</li>
</ul>
<h2>Formato: Físico X Digital</h2>
<p>A ascensão dos livros digitais facilitou muito a publicação de obras independentes. Os custos de um livro digital são muito menores, visto que seu suporte não depende de impressão, etapa mais cara na publicação.</p>
<p>A facilidade de edição de um livro digital, no entanto, abre espaço para muitos autores o que torna seu mercado tão acirrado quanto dos livros físicos. Além disto, surgem novas questões a serem superadas como a edição em formatos digitais, venda pela Internet e pirataria.</p>
<div id="attachment_626" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/stacked-books-fb.jpg"><img class="size-medium wp-image-626" title="stacked-books-fb" src="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2012/01/stacked-books-fb.jpg?w=300" alt="" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Vantagens e desvantagens: ambos os formatos têm as suas</p></div>
<p>Na parte 2: Sobre a venda.</p>
<div id="crp_related"><h3>Leia também:</h3><ul><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/05/24/livro-arte-da-ficcao/" rel="bookmark" class="crp_title">Livro &#8211; A Arte da Ficção de John Gardner</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2012/01/30/comecando-a-escrever-tres-erros-comuns/" rel="bookmark" class="crp_title">Começando a escrever: Três erros comuns</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2012/02/05/ywriter/" rel="bookmark" class="crp_title">yWriter</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/03/13/introducao-ao-arquetipo-do-heroi/" rel="bookmark" class="crp_title">Introdução ao Arquétipo do Herói</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/01/16/novo-genero-literario/" rel="bookmark" class="crp_title">Novo Gênero Literário</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://oficioliterario.com.br/2012/01/16/autopublicacao-parte-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ofício Literário está voltando&#8230;</title>
		<link>http://oficioliterario.com.br/2012/01/01/oficio-literario-esta-voltando/</link>
		<comments>http://oficioliterario.com.br/2012/01/01/oficio-literario-esta-voltando/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 06:42:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Felipe Brandão Jatobá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Generalidades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://oficioliterario.com.br/?p=608</guid>
		<description><![CDATA[Novos posts em 2012. Preparem-se. (^_^) Leia também:Poemas de Luis GarciaArquétipos e a Criação de PersonagensNovo Gênero LiterárioPoemas de Sylvia BeiruteAutopublicação &#8211; Parte 1]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Novos posts em 2012. Preparem-se.</p>
<p>(^_^)</p>
<div id="crp_related"><h3>Leia também:</h3><ul><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2011/03/22/poemas-de-luis-garcia/" rel="bookmark" class="crp_title">Poemas de Luis Garcia</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/03/03/arquetipos-e-a-criacao-de-personagens/" rel="bookmark" class="crp_title">Arquétipos e a Criação de Personagens</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/01/16/novo-genero-literario/" rel="bookmark" class="crp_title">Novo Gênero Literário</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2010/05/25/sylvia-beirute/" rel="bookmark" class="crp_title">Poemas de Sylvia Beirute</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2012/01/16/autopublicacao-parte-1/" rel="bookmark" class="crp_title">Autopublicação &#8211; Parte 1</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://oficioliterario.com.br/2012/01/01/oficio-literario-esta-voltando/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Poemas de Luis Garcia</title>
		<link>http://oficioliterario.com.br/2011/03/22/poemas-de-luis-garcia/</link>
		<comments>http://oficioliterario.com.br/2011/03/22/poemas-de-luis-garcia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Mar 2011 22:24:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Felipe Brandão Jatobá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Generalidades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://oficioliterario.com.br/?p=593</guid>
		<description><![CDATA[Mais um companheiro português mostra sua obra no Ofício Literário. Desta vez, Luis Garcia mostra todo seu talento poético com um tempero lusitano. Perfilamentos Porque não devorar cada dia? Arrancar dele, sentimento a sentimento, e inventar um lugar a que possas chamar teu&#8230; Ou então, ser apenas o momento aquele… o que sabes te faz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um companheiro português mostra sua obra no Ofício Literário. Desta vez, Luis Garcia mostra todo seu talento poético com um tempero lusitano.</p>
<p><span id="more-593"></span></p>
<p><strong>Perfilamentos</strong></p>
<p>Porque não devorar cada dia?</p>
<p>Arrancar dele, sentimento a sentimento,</p>
<p>e inventar um lugar</p>
<p>a que possas chamar teu&#8230;</p>
<p>Ou então, ser apenas o momento</p>
<p>aquele… o que sabes te faz feliz,</p>
<p>onde quer que te encontres.</p>
<p>Tu sabes bem.</p>
<p>Sabes que são os teus olhos</p>
<p>os que conhecem as mãos, as que dormem</p>
<p>sobre a face que é a tua.</p>
<p>E as mesmas que apagam as lágrimas</p>
<p>guardam o poder de mostrar um mundo</p>
<p>e emoções, quando acreditar é apenas</p>
<p>a definição que fazes de ti.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Chamamentos</strong></p>
<p>Nada do que possas arrepender-te,</p>
<p>adivinha qualquer rasgo do meu sentir…</p>
<p>O rosto que julguei saber como teu</p>
<p>é mais longe do que queria dizer&#8230;</p>
<p>Brincam espaços entre os olhos, e então?</p>
<p>Julgo que ainda não a percebemos,</p>
<p>a parte que faz o sentido,</p>
<p>ignora a própria palavra,</p>
<p>e troca verbos por coisa nenhuma.</p>
<p>Despojada por segundos incoerentes,</p>
<p>muito mais do que o tempo</p>
<p>para aprender o texto,</p>
<p>há o descobrir de tantas vontades,</p>
<p>o chamar de cada som</p>
<p>que tens a certeza</p>
<p>ninguém poderá dizer que aconteceu.</p>
<p>E o segurar da tua mão,</p>
<p>poderá ser o tempo da existência</p>
<p>ritmos do teu sentido</p>
<p>que há no soletrar da tua voz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Pequeno como tu</strong></p>
<p>Pequenos pedaços imaginam</p>
<p>Como se pode construir a cidade,</p>
<p>nada do que faças</p>
<p>Dos segundos que te oferecem</p>
<p>Mudará a face das construções</p>
<p>e as ilusões são todos os que correm.</p>
<p>Os pés que fazem das tuas ruas</p>
<p>O turbilhão que amanhece o dia&#8230;</p>
<p>Na confusão os génios ganham o pão</p>
<p>e muitos são aqueles</p>
<p>Que nunca se conheceram!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para conhecer mais de Luis Garcia, visitem <a href="http://www.luisgarcia.com.pt/">http://www.luisgarcia.com.pt/</a></p>
<div id="crp_related"><h3>Leia também:</h3><ul><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2010/05/25/sylvia-beirute/" rel="bookmark" class="crp_title">Poemas de Sylvia Beirute</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2010/07/02/atos-da-narrativa-narracao/" rel="bookmark" class="crp_title">Atos da Narrativa &#8211; Narração</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/01/26/elemento-literario-prosa-enredo/" rel="bookmark" class="crp_title">Elemento Literário &#8211; Prosa &#8211; Enredo</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/01/05/coracao-de-metal/" rel="bookmark" class="crp_title">Coração de Metal</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2010/05/18/eu-lirico/" rel="bookmark" class="crp_title">Eu lírico</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://oficioliterario.com.br/2011/03/22/poemas-de-luis-garcia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Feliz ano novo&#8230;</title>
		<link>http://oficioliterario.com.br/2010/12/31/feliz-ano-novo-2/</link>
		<comments>http://oficioliterario.com.br/2010/12/31/feliz-ano-novo-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 01:30:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Felipe Brandão Jatobá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Generalidades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://oficioliterario.com.br/?p=589</guid>
		<description><![CDATA[Um ano cheio de realizações, escritas ou não! =) Leia também:Novo Gênero LiterárioPoemas de Luis GarciaParadgma Literário &#8211; O Paradigma DisneyFluxo de ConsciênciayWriter]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um ano cheio de realizações, escritas ou não!</p>
<p>=)</p>
<div id="crp_related"><h3>Leia também:</h3><ul><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/01/16/novo-genero-literario/" rel="bookmark" class="crp_title">Novo Gênero Literário</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2011/03/22/poemas-de-luis-garcia/" rel="bookmark" class="crp_title">Poemas de Luis Garcia</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/10/17/paradgma-literario-o-paradigma-disney/" rel="bookmark" class="crp_title">Paradgma Literário &#8211; O Paradigma Disney</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/05/31/fluxo-de-consciencia/" rel="bookmark" class="crp_title">Fluxo de Consciência</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2012/02/05/ywriter/" rel="bookmark" class="crp_title">yWriter</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://oficioliterario.com.br/2010/12/31/feliz-ano-novo-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Atos da Narrativa &#8211; Narração</title>
		<link>http://oficioliterario.com.br/2010/07/02/atos-da-narrativa-narracao/</link>
		<comments>http://oficioliterario.com.br/2010/07/02/atos-da-narrativa-narracao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 06:12:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Felipe Brandão Jatobá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Generalidades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://oficioliterario.com.br/?p=569</guid>
		<description><![CDATA[Ao escrever um texto ficcional, o escritor dispõe fundamentalmente de três ferramentas para delinear o universo ficcional: a narração, a descrição e o discurso. A narração cuida de representar as ações e acontecimentos. Existem dois modos de narrar na literatura: através da seqüência de orações e através da justaposição de estados. Normalmente, a narração feita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao escrever um texto ficcional, o escritor dispõe fundamentalmente de três ferramentas para delinear o universo ficcional: a narração, a descrição e o discurso.</p>
<p>A <strong>narração</strong> cuida de representar as ações e acontecimentos. Existem dois modos de narrar na literatura: através da seqüência de orações e através da justaposição de estados.<br />
<span id="more-569"></span><br />
Normalmente, a narração feita através do uso de orações, sendo então composta essencialmente de quatro elementos: os objetos que sofrem e/ou causam as ações ou acontecimentos, as ações em si, o local das ações, e a continuidade entre as ações. Nem todos estes elementos podem estar explicitamente postos no texto, porém, eles podem ser extraídos das entrelinhas de qualquer narração.</p>
<p>Quando eu escrevo <strong>“Pedro saiu”</strong>, estou narrando sucintamente um acontecimento.</p>
<p>Pedro é o objeto principal, pois foi ele que cometeu a ação, isto é, “sair”. Os objetos da narração estão intimamente ligados ao Sujeito e ao Objeto da oração, enquanto a ação relaciona-se com o verbo.</p>
<p>O local onde aconteceu a ação não é mencionado no exemplo, mas é dedutível no contexto geral do texto, podendo ser inclusive indeterminado ou irreal. No exemplo acima, entende-se que Pedro saiu de algum lugar para outro lugar.</p>
<p>Por fim, apesar de não escrito, temos a continuidade temporal de fatos pela lógica do fato narrado:</p>
<blockquote><p>1-    Se Pedro saiu, Pedro estava em algum lugar (antes da ação);</p>
<p>2-    Se Pedro saiu, Pedro, em algum momento, teve que se mover do lugar onde se encontrava para outro (momento da ação, neste caso, no passado);</p>
<p>3-   Se Pedro saiu, Pedro não está mais onde estava (após a ação);</p></blockquote>
<p>A continuidade temporal não precisa seguir necessariamente a lógica temporal numa relação de causa e efeito entre os eventos. Basta apenas que haja <strong>sentido</strong> na a sucessão de ações. Isto porque, diferente da realidade, podemos representar, através da linguagem, o tempo de múltiplas maneiras, avançando-o, retrocedendo ou mesmo apresentando de maneira paralela diversos “tempos”.</p>
<blockquote><p><em>“Gritei a frase que leva comigo desde a infância através da máquina para um eu mais jovem uns vinte anos. Havia ouvido isto muito tempo atrás, e quem o disse fui eu mesmo agora.”</em></p></blockquote>
<p>Outro modo de narrar, mais utilizado para representar os processos mentais do pensamento ou mesmo para criar efeitos estéticos, é a justaposição de estados.</p>
<p>Este é o modo definitivo de representar ações ou acontecimentos que não são normalmente experimentadas por seres humanos, ou quando são, por sua natureza, não é bem representados através do uso de orações o modo como estas situações são experimentadas. Um exemplo muito comum deste modo de narrar é o Fluxo de Consciência, uma técnica literária na qual há uma tentativa de representação dos processos metais e dos pensamentos dos personagens, tais como ocorreriam em suas mentes.</p>
<blockquote><p><em>“Era ir pensando na rotina do dia: banho. Ginástica. O certo seria fazer a ginástica antes mas devia estar com pressão baixa, precisava de água quente para o estímulo inicial. Embora passageiro. ‘Ai meu Pai’. Almoço com a mãe, como estaria ela? Péssima naturalmente. Não esquecer de pedir a chave do carro , dia-sim dia-não Lia vinha pedir aquela chave, por sorte a mãe era vagotônica, não lembraca que já tinha emprestado na véspera. ‘ Queria Deus que Lião não seja metralhada dentro dele’. Faculdade. Fabrício devia estar por lá atiçando a greve. Laça-lo para um cinema, festival Greta Garbo, ih, paixão por essa mulher“. – Lygia Fagundes Telles, As Meninas.</em></p></blockquote>
<p>Deste modo, põe-se em sequência no texto uma série de eventos ou estados, que, por sua disposição no texto, dão uma idéia de continuidade e unidade.</p>
<blockquote><p><em>“O disparo da pistola. Calor da bala através do meu peito. Um gosto metálico na boa. E, por fim o chão duro às minhas costas.”</em></p></blockquote>
<div id="crp_related"><h3>Leia também:</h3><ul><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/05/31/fluxo-de-consciencia/" rel="bookmark" class="crp_title">Fluxo de Consciência</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/01/26/elemento-literario-prosa-enredo/" rel="bookmark" class="crp_title">Elemento Literário &#8211; Prosa &#8211; Enredo</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2007/12/22/tecnicas-literarias-caracterizacao/" rel="bookmark" class="crp_title">Técnicas Literárias: Caracterização</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/01/19/anacronia/" rel="bookmark" class="crp_title">Anacronia</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2010/01/10/construindo-uma-atmosfera/" rel="bookmark" class="crp_title">Construindo uma Atmosfera</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://oficioliterario.com.br/2010/07/02/atos-da-narrativa-narracao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Poemas de Sylvia Beirute</title>
		<link>http://oficioliterario.com.br/2010/05/25/sylvia-beirute/</link>
		<comments>http://oficioliterario.com.br/2010/05/25/sylvia-beirute/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 May 2010 11:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Felipe Brandão Jatobá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Generalidades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://oficioliterario.com.br/?p=524</guid>
		<description><![CDATA[Sylvia Beirute é natural de Faro, Portugal e nasceu no dia 10 de Dezembro de 1984. Escreve poesia por obsessão e diz-se a favor do Acordo Ortográfico na versão de 1945. Escreve no blog Uma Casa em Beirute e é admiradora do Ofício Literário.  Esta é nossa homenagem a esta poetiza portuguesa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;font-size:13px;">Sylvia Beirute é natural de Faro, Portugal e nasceu no dia 10 de Dezembro de 1984. Escreve poesia por obsessão e diz-se a favor do Acordo Ortográfico na versão de 1945. Escreve no blog <a href="http://www.sylviabeirute.blogspot.com" target="_blank">Uma Casa em Beirute</a> e é admiradora do Ofício Literário.  Esta é nossa homenagem a esta poetiza portuguesa.</span></h2>
<p><span id="more-524"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O BEIJO DE RODIN</strong></p>
<p style="text-align:justify;">não quero fazer filhos<br />
sobre desejos adicionais<br />
e tardios, desejos sobre a tela tardia da tarde,<br />
desejos sobre o azul infindável<br />
de boas razões indesejáveis.<br />
não quero desejos de desejos,<br />
desejos que retiram desejo a desejos de<br />
tempo raso<br />
e de feitio de auto-pertença e<br />
leves contradições sem alarme e gafanhotos.</p>
<p style="text-align:justify;">não é em vão que<br />
o beijo de rodin é de pedra.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>AÇÚCAR-MATÉRIA </strong></p>
<p style="text-align:justify;">já ter acontecido:<br />
à falta de um vício, ser-me proposto um exemplo<br />
de não exemplo,<br />
o projecto de ser uma mulher de açúcar,<br />
e reverberar a personagem no meu rosto.<br />
e nos anti-corpos da pré-exibição<br />
ver um piazzolla, um piazzolla também de açúcar<br />
e uma composição instantânea, o tango<br />
de uma escalada em condição de cristal.</p>
<p style="text-align:justify;">sim, já ter acontecido, já ter acontecido muitas vezes:<br />
sermos feitos de açúcar, porque<br />
assim que a dança começa, piazzolla,<br />
sempre os corpos desabam.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>PEQUENO POEMA PARA A MORTE</strong></p>
<p style="text-align:justify;font-size:80%;"><em>&#8220;Que a palavra te redima do erro. que a palavra seja o erro.&#8221;<br />
Luís Quintais</em></p>
<p style="text-align:justify;">primeiro: preparar a sombra. rumorejá-la. desflorá-la.<br />
segundo: escolher o objecto. fixá-lo. intuí-lo. medi-lo.<br />
terceiro: retirar o objecto lentamente. analisar a sombra.<br />
quarto: estender o corpo populoso no solo, sobre a sombra.<br />
quinto: imaginar o objecto excluído.<br />
sexto: sentir o corpo adquirir a forma do objecto excluído.<br />
sétimo: sentir a sombra percorrer a distância<br />
entre o corpo e o objecto excluído como se tivesse<br />
havido contemporaneidade entre os dois.<br />
oitavo: analisar a sombra do ponto de vista dos relevos<br />
adquiridos e danos residuais.<br />
nono: excluir a sombra. {o terno é a antítese do eterno}<br />
décimo: fechar o corpo.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>In Revista Inútil #2<br />
Lisboa, 2010</em></p>
<div id="crp_related"><h3>Leia também:</h3><ul><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2007/12/09/estrutura-de-um-soneto/" rel="bookmark" class="crp_title">Estrutura de um Soneto</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2007/12/16/matematico/" rel="bookmark" class="crp_title">Matemático</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2009/01/05/elemento-literario-poesia-a-pausa/" rel="bookmark" class="crp_title">A Pausa na Poesia</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2007/12/02/tecnicas-literarias-simbolismo/" rel="bookmark" class="crp_title">Técnicas Literárias: Simbolismo</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/02/01/poesia-insano/" rel="bookmark" class="crp_title">Insano</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://oficioliterario.com.br/2010/05/25/sylvia-beirute/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Eu lírico</title>
		<link>http://oficioliterario.com.br/2010/05/18/eu-lirico/</link>
		<comments>http://oficioliterario.com.br/2010/05/18/eu-lirico/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 May 2010 06:25:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Felipe Brandão Jatobá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Generalidades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://oficioliterario.com.br/?p=515</guid>
		<description><![CDATA[O conceito de Eu lírico está intimamente ligado com o conceito de poesia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Iniciamos com um soneto de Manuel Bocage:</p>
<p style="padding-left:30px;">Soneto XXVI</p>
<p style="padding-left:30px;">Importuna Razão, não me persigas;<br />
Cesse a ríspida voz que em vão murmura;<br />
Se a lei de Amor, se a força da ternura<br />
Nem domas, nem contrastas, nem mitigas:</p>
<p style="padding-left:30px;">Se acusas os mortais, e os não abrigas,<br />
Se ( conhecendo o mal ) não dás a cura,<br />
Deixa-me apreciar minha loucura,<br />
Importuna Razão, não me persigas.</p>
<p style="padding-left:30px;">É teu fim, teu projecto encher de pejo<br />
Esta alma, frágil vítima daquela<br />
Que, injusta e vária, noutros laços vejo:</p>
<p style="padding-left:30px;">Queres que fuja de Marília bela,<br />
Que a maldiga, a desdenhe; e o meu desejo<br />
É carpir, delirar, morrer por ela.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao lermos este soneto, inicialmente podemos pensar que o poeta está apaixonado. Mas, isto não é necessariamente verdade. Bocage poderia ter escrito esta poesia durante uma manhã tediosa, na qual pensou que a contradição entre razão e amor daria um belo poema.</p>
<p><span id="more-515"></span></p>
<p style="text-align:justify;">O fato é que poetas conseguem escrever sobre sentimentos que nunca sentiram, ou que sentiram a muito. Isto porque, tendo um caráter de atemporalidade, a poesia não precisa corresponder a fatos temporais. A verdade ou sentimento que o poeta tenta passar não se restringe a um fato concreto. Antes, é um ideal eterno, que pode ser lido e compreendido em qualquer contexto. E para alcançar este grau de abstração, o poeta necessita de um “narrador” eterno e abstrato, que personifique uma pessoa ideal experimentando um sentimento ideal: o <strong>eu lírico</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Pois bem, o eu lírico não passa do fruto de um processo de abstração, através do qual o poeta parte de um sentimento concreto, um fato que seja de alguma maneira real, até um sentimento abstrato. O poeta vai do estar apaixonado à Paixão em si, do ato de amar certa pessoa para o Amor. Na poesia, os sentimentos retratados são abstratos, no sentido em que não mais se relacionam com uma situação temporal, factual, e sim numa abstração de fatos (ou fatos abstratos) que induzem a um sentimento ou conjunto de sentimentos.</p>
<p style="text-align:justify;">E apesar de a poesia poder realizar outras funções, como a narrativa, o objetivo final do poeta é fazer com que o leitor, enquanto lê os versos, possa sentir algo. Este sentimento pode ser o pretendido pelo poeta ou mesmo algo completamente diferente. Sem este processo de abstração, este “fazer o leitor sentir” não se realizaria, pois estaria condicionado a uma série de requisitos que, uma vez não preenchidos, não cumpririam a função poética.</p>
<p style="text-align:justify;">Sem o Eu lírico, poesias não passariam de relatos de situações reais, que mesmo carregadas de emoções, não possuiriam um essência eterna. Na poesia acima, não é Bocage, mas o seu eu lírico que discute com a Razão (na poesia personificada) sobre o amor, até porque o poeta pode nunca ter um conflito interno entra o racional e o emocional. Mas, a ideia deste conflito nos faz perceber a contradição entre estes opostos e sentir o conflito de quem ama.</p>
<p style="text-align:justify;">Algumas referências</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://216.55.136.163/pergunta.php?id=27630">http://216.55.136.163/pergunta.php?id=27630</a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.overmundo.com.br/overblog/eu-lirico-opiniao">http://www.overmundo.com.br/overblog/eu-lirico-opiniao</a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eu-l%C3%ADrico">http://pt.wikipedia.org/wiki/Eu-lírico</a></p>
<div id="crp_related"><h3>Leia também:</h3><ul><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2009/01/05/elemento-literario-poesia-a-pausa/" rel="bookmark" class="crp_title">A Pausa na Poesia</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2010/05/25/sylvia-beirute/" rel="bookmark" class="crp_title">Poemas de Sylvia Beirute</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2007/12/09/estrutura-de-um-soneto/" rel="bookmark" class="crp_title">Estrutura de um Soneto</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2010/01/10/construindo-uma-atmosfera/" rel="bookmark" class="crp_title">Construindo uma Atmosfera</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/09/09/trova/" rel="bookmark" class="crp_title">Trova</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://oficioliterario.com.br/2010/05/18/eu-lirico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Construindo uma Atmosfera</title>
		<link>http://oficioliterario.com.br/2010/01/10/construindo-uma-atmosfera/</link>
		<comments>http://oficioliterario.com.br/2010/01/10/construindo-uma-atmosfera/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 10 Jan 2010 16:46:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Felipe Brandão Jatobá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Generalidades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://oficioliterario.com.br/2010/01/10/construindo-uma-atmosfera/</guid>
		<description><![CDATA[Atmosfera é uma técnica literária que tem em vista envolver o leitor, e mais…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Atmosfera é a evocação de um ou mais sentimentos obtida através da reiteração de traços destes sentimentos em diversos elementos da narrativa. É uma técnica literária que tem em vista tanto envolver o leitor, quanto tornar mais evidente a relação entre certo sentimento e determinado trecho na narrativa. Uma boa atmosfera prende a atenção do leitor, apelando para suas emoções e fazendo com que ele crie uma conexão emocional não só com as personagens, mas com todo o universo ficcional.</p>
<p style="text-align:justify;">No centro de toda atmosfera existe um sentimento chave, isto é , uma certa emoção que pode definir o tom da cena, de onde as ações principais derivam e como devem ser interpretadas. Este sentimento chave pode ser geral, como medo, amor ou raiva, ou específico, como a impotência diante do destino, esperança de um mundo melhor.</p>
<p style="text-align:justify;">Nem todas as cenas precisam necessariamente utilizar-se da atmosfera, cabendo ao escritor escolher quais trarão este recurso. Se uma cena ainda não foi escrita ou imaginada, o escritor deve decidir se haverá um sentimento que lhe sirva de base para a criação da cena e qual sentimento é este. Com isto em mente, o escritor passa a montar a cena utilizando-se de alguns elementos que reforcem este sentimento central da cena e a escrita deve fluir daí. Se a cena já está pronta, mas não há atmosfera definida, escolhe-se o sentimento chave, e reescreve-se a cena buscando tanto delinear elementos da narrativa que estejam ligados ao sentimento chave, quanto busca-se inserir novos elementos na cena que construam a atmosfera.<br />
<span id="more-423"></span><br />
Vejamos alguns destes elementos:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Cenários Ressoantes</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A escolha do cenário onde se passa a cena é importante na criação da atmosfera. Certos lugares, por si só, já evocam certos sentimentos devido a suas funções dentro da sociedade na qual estão inseridos. O escritor pode utilizar estes cenários para reforça o sentimento da cena. Por exemplo, um deserto nos faz pensar em solidão, insignificância e impotência, enquanto uma pequena sala de um escritório no passa a idéia claustrofóbica de limitação e opressão.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>“Andamos longo tempo pelo labirinto de ruas, enfim ela parou. Estávamos num campo. Aqui, ali e além eram cruzes que se erguiam de entre o ervaçal. Ela ajoelhou-se. Parecia soluçar; em torno dela passavam aves da noite.”</em><em> </em>Noite na Taverna, Solfieri – Álveres de Azevedo</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Utilizar o contraste entre o sentimento chave de uma cena e um cenário também é uma maneira válida de reforçar o primeiro, já que isto quebra a expectativa do leitor. O uso desmedido do contraste pode quebrar a impressão de verossimilhança, deixando o leitor dispersor na narrativa.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Clima</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O clima, ao lado do cenário, é outro meio simples e efetivo de evocar sentimentos. A chuva pode simbolizar tristeza, o sol, alegria, enquanto uma neblina denota mistério ou ignorância e assim sucessivamente. Assim como os cenários, cada clima tem ligado a si vários sentimentos. Praticamente, existe pelo menos um sentimento para cada tipo clima.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>“De repente percebeu que estava ficando muito frio, e que no ponto alto em que se encontrava o vento começava a soprar, frio como gelo. Uma mudança se operava no tempo. A névoa passava por ele agora, em trapos e farrapos. Sua respiração produzia fumaça, e a escuridão estava menos próxima e densa. Olhou para cima e viu, surpreso, que estralas apagadas apareciam no céu, por entre chumaços apressados de nuvem e neblina.”</em> – O senhor dos Anéis: A sociedade do Anel – Livro I – Capítulo VIII – J.R.R. Tolkien</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Descrição Seletiva e Sensorial</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Existem tantos aspectos a se descrever dum acontecimento quantos são os olhos que o vêem ocorrer. Privilegiar alguns dos aspectos ligados ao sentimento chave da cena permite uma construção efetiva da atmosfera. Porém, privilegiar somente estes aspectos torna satura a narrativa com um só sentimento, o que, na maioria das vezes, não trás um resultado satisfatório.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>“Reparando nestas coisas, transpus um curto caminho que conduzia à casa. Um criado tomou o meu cavalo e eu penetrei na arcada em estilo gótico do vestíbulo. Um outro criado de passos furtivos conduziu-me depois, em silêncio, através de muitos corredores escuros e intrincados, para o estúdio do seu amo.” -</em> A Queda da casa de Usher – Edgar Alan Poe<em></em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Uma descrição sensorial é aquela que abarca todos os cinco sentidos. O escritor tem uma tendência natural de focar a descrição nos sentidos da visão e da audição, já que estes são as principais e mais frutíferas fontes de informações sobre o ambiente ao cérebro, mas isto cria uma descrição muito limitada da realidade. Ao descrever o mundo ficcional através de todos os sentidos, não é necessário fazer o uso de todos de uma só vez. Deve haver um equilíbrio entre os sentidos, assim como há no corpo humano.</p>
<p style="text-align:justify;">Além disto, outra tendência é de descrever objetivamente. A descrição de um simples portão que só aparece em um parágrafo do texto se torna um verdadeiro artigo científico sobre a composição, massa e densidade da madeira. Enquanto uma descrição objetiva nos permite visualizar (bem até demais) um ambiente, uma descrição sensorial permite uma imersão efetiva no mesmo ambiente, aquela sensação de “estar lá”.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>“Kiriákov tira o redingote e entra na sala. A luz verde da lâmpada cai fracamente sobre a mobília barata coberta de forros brancos remendados, sobre as pobres flores, os batentes pelos quais sobem heras… Há um odor de gerânio e formol. Um reloginho de parede tiquetaqueia timidamente, como que embaraçado diante do homem estranho.”</em> – Um Homem Extraordinário – Tchekov.</p>
</blockquote>
<div id="crp_related"><h3>Leia também:</h3><ul><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2007/12/02/tecnicas-literarias-simbolismo/" rel="bookmark" class="crp_title">Técnicas Literárias: Simbolismo</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2010/05/18/eu-lirico/" rel="bookmark" class="crp_title">Eu lírico</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2009/01/05/elemento-literario-poesia-a-pausa/" rel="bookmark" class="crp_title">A Pausa na Poesia</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2008/05/31/fluxo-de-consciencia/" rel="bookmark" class="crp_title">Fluxo de Consciência</a></li><li><a href="http://oficioliterario.com.br/2007/12/14/foco-narrativo/" rel="bookmark" class="crp_title">Foco Narrativo</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://oficioliterario.com.br/2010/01/10/construindo-uma-atmosfera/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

