Jan 16, 2012 - Uncategorized    2 Comentários

Autopublicação – Parte 1

A autopublicação é uma alternativa para escritores, novos ou não, lançarem um livro sem a intervenção direta de uma editora. Há uma série de vantagens para o autor, que evita o pente-fino realizado pelo mercado editorial, detém plena liberdade criativa sobre o material publicado e recebe um retorno integral do preço do livro.

Porém, significa também que o autor suportará todos os custos envolvidos na produção, divulgação, distribuição e venda de sua obra, bem como sofrerá as incertezas do mercado. Read more »

Jul 2, 2010 - Uncategorized    7 Comentários

Atos da Narrativa – Narração

Ao escrever um texto ficcional, o escritor dispõe fundamentalmente de três ferramentas para delinear o universo ficcional: a narração, a descrição e o discurso.

A narração cuida de representar as ações e acontecimentos. Existem dois modos de narrar na literatura: através da seqüência de orações e através da justaposição de estados.
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May 18, 2010 - Uncategorized    Sem Comentários

Eu lírico

Iniciamos com um soneto de Manuel Bocage:

Soneto XXVI

Importuna Razão, não me persigas;
Cesse a ríspida voz que em vão murmura;
Se a lei de Amor, se a força da ternura
Nem domas, nem contrastas, nem mitigas:

Se acusas os mortais, e os não abrigas,
Se ( conhecendo o mal ) não dás a cura,
Deixa-me apreciar minha loucura,
Importuna Razão, não me persigas.

É teu fim, teu projecto encher de pejo
Esta alma, frágil vítima daquela
Que, injusta e vária, noutros laços vejo:

Queres que fuja de Marília bela,
Que a maldiga, a desdenhe; e o meu desejo
É carpir, delirar, morrer por ela.

Ao lermos este soneto, inicialmente podemos pensar que o poeta está apaixonado. Mas, isto não é necessariamente verdade. Bocage poderia ter escrito esta poesia durante uma manhã tediosa, na qual pensou que a contradição entre razão e amor daria um belo poema.

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Jan 10, 2010 - Uncategorized    3 Comentários

Construindo uma Atmosfera

Atmosfera é a evocação de um ou mais sentimentos obtida através da reiteração de traços destes sentimentos em diversos elementos da narrativa. É uma técnica literária que tem em vista tanto envolver o leitor, quanto tornar mais evidente a relação entre certo sentimento e determinado trecho na narrativa. Uma boa atmosfera prende a atenção do leitor, apelando para suas emoções e fazendo com que ele crie uma conexão emocional não só com as personagens, mas com todo o universo ficcional.

No centro de toda atmosfera existe um sentimento chave, isto é , uma certa emoção que pode definir o tom da cena, de onde as ações principais derivam e como devem ser interpretadas. Este sentimento chave pode ser geral, como medo, amor ou raiva, ou específico, como a impotência diante do destino, esperança de um mundo melhor.

Nem todas as cenas precisam necessariamente utilizar-se da atmosfera, cabendo ao escritor escolher quais trarão este recurso. Se uma cena ainda não foi escrita ou imaginada, o escritor deve decidir se haverá um sentimento que lhe sirva de base para a criação da cena e qual sentimento é este. Com isto em mente, o escritor passa a montar a cena utilizando-se de alguns elementos que reforcem este sentimento central da cena e a escrita deve fluir daí. Se a cena já está pronta, mas não há atmosfera definida, escolhe-se o sentimento chave, e reescreve-se a cena buscando tanto delinear elementos da narrativa que estejam ligados ao sentimento chave, quanto busca-se inserir novos elementos na cena que construam a atmosfera.
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Jun 6, 2009 - Uncategorized    4 Comentários

Tempo da Narrativa

O que é Tempo?

Se você também não conseguiu responder esta pergunta, seja bem vindo a uma das mais antigas tradições humanas: a tentativa de conceituação do Tempo. O Tempo em si é um conceito de difícil apreensão. Desde a Antiguidade, vem-se tentado definir o Tempo; uma atividade eminentemente filosófica, ampla demais para ser abordada aqui (e agora).

Porém, o termo “tempo” abrange outros sentidos além da idéia conceitual de Tempo em si. Por hora, vamos escolher um significado prático para a palavra tempo, considerando-o como uma medida usada para determinar a sequência de eventos, intervalo entre eventos e a duração de eventos. Evento é qualquer acontecimento, ação ou processo: uma rotação da terra em torno do seu próprio eixo, o desenrolar de uma guerra, o ato de sentir o calor de um objeto, todos esses são exemplos de evento. E dependendo da natureza destes eventos podemos classificar o tempo em:

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Mar 28, 2009 - Uncategorized    4 Comentários

Despertar

Clara acordou aos poucos, sua vista ainda doendo da luz que entrava pela janela aberta.

Esticou o braço alcançando seu celular que estava no criado-mudo. Tentando focar a vista, leu as horas.

Já passava das oito da manhã, mas não se sentia descansada. Levantou-se a contragosto e ficou um momento sentada à margem da cama.

Esfregou bem os olhos, e, tomando coragem, levantou-se e foi em direção à cozinha.

As canecas estavam perto da cafeteira e Clara pegou duas para colocar na mesa: uma para ela mesma e outra para Ricardo que deveria estar tomando banho.

Mas não havia som vindo do banheiro.

Na verdade, não havia sequer sinal que Ricardo passou a noite no apartamento. Read more »

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